17/04/2026 - "É Daqui!": Oscar Schmidt manda mensagem de parabéns a Brasília
Maior ídolo da história do basquete brasileiro, o ala Oscar Schmidt descobriu o esporte quando se mudou para Brasília, na adolescência.
O astro das quadras morreu aos 68 anos nesta sexta-feira (17) em Santana do Parnaíba, na grande São Paulo, após passar mal. O velório e enterro serão restritos à família e amigos.
Em depoimento à TV Globo, gravado em 2020 para o aniversário de 60 anos de Brasília, o Mão Santa relembrou a mudança de Natal (RN) para Brasília com a família, aos 13 anos.
Oscar disse ter sido incentivado por um professor de educação física a tentar as primeiras cestas (vídeo acima).
"Se eu não fosse para Brasília, talvez eu não tivesse virado jogador de basquete. Meu professor de educação física era o mesmo treinador do Unidade Vizinhança [clube na Asa Sul]. E um dia ele falou: 'Oscar, vai lá, eu sou treinador. De repente, você gosta de basquete", relembrou Oscar.
EUA, Georgia, Atlanta, 26/07/1996. O jogador da Seleção Brasileira, Oscar Schmidt, cansado durante partida contra a seleção da Iugoslávia disputada no estádio Giorgia Dome, na Olimpíada de Atlanta. A Seleção Brasileira perdeu esta partida e não trouxe medalha para o país.
Acervo Estadão Conteúdo
Àqueles primeiros pontos, feitos ainda como amador, se somaram outros quase 50 mil – 49.737 pontos em jogos oficiais, para ser exato.
O recorde mundial durou até 2024, quando o norte-americano LeBron James superou a marca. Importante lembrar: diferentemente de LeBron, Oscar nunca jogou as longas temporadas da NBA.
Plantão: Oscar Schmidt, maior ídolo do basquete brasileiro, morre em SP aos 68 anos
O primeiro técnico
Por recomendação de seu primeiro professor, Zezão, Oscar de fato passou a frequentar o Clube Unidade Vizinhança, onde foi treinado por Laurindo Miura.
No vídeo, Oscar Schmidt falou sobre o treino especial de coordenação que recebeu de Miura – e relembrou um conselho que pode ter sido fundamental para o sucesso do atleta.
"O técnico da minha categoria era um cara que fazia alguns exercícios estranhos. Fazia uma fileirinha de pedrinhas no chão, tinha que ir quicando a bola com uma mão e pegando as pedrinhas com a outra. Isso, para um moleque desengonçado, era um terror", relembrou, entre risadas.
"Um dia, eu estava arremessando a bola, o cara: 'Oscar, você tá vendo a cesta?'. Eu: 'Não'. 'Levanta a cabeça, arremessa assim'. 'Mas assim, eu não vou acertar nenhuma'. Aí, ele falou: 'Mas começa certo, que um dia você vai acertar muitas'", rememorou.
"Foi graças ao Laurindo Miura que eu consegui me coordenar para esse jogo, que é super divertido."
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